5 lições que transformam o jeito de escolher (e de orientar escolhas profissionais)

15 de janeiro de 2026

Insights reais do Instituto Viae sobre como as pessoas escolhem, mudam e recomeçam em suas carreiras — e o que isso ensina a quem lida com dilemas profissionais.

Tempo de leitura: 8 min



Nos últimos anos, o Instituto Viae acompanhou milhares de pessoas em momentos decisivos de escolha: jovens escolhendo a primeira profissão, adultos repensando caminhos, gente que quer mudar, recomeçar ou simplesmente entender o que faz sentido para os próximos anos profissionais.

A cada história, aprendemos tanto quanto ensinamos. Sobre o mundo do trabalho, claro, mas principalmente sobre o mundo interno de quem está fazendo uma escolha.

Reunimos aqui 5 lições que podem transformar o modo como você faz as suas decisões profissionais e, também, como você pode ajudar outras pessoas a escolherem com mais clareza. Essas são as 5 lições mais profundas (e práticas) que esse grande volume de acompanhamentos nos trouxe:



1️⃣ O problema quase nunca é a escolha.


Muita gente chega dizendo: “não sei o que quero”, “não sei escolher”, “sou perdido(a)”. Mas, muitas vezes, o problema não está na confusão dos pensamentos da pessoa, e sim nos filtros e crenças que ela está usando pra decidir.


O que aprendemos:


As pessoas internalizam métodos pra escolher  baseados em agradar, evitar dor, corresponder a expectativas ou buscar garantias de sucesso. Poucos sabem escolher com base no que realmente faz sentido pra si mesmo (coerência interna, sabe?), e é esse aprendizado que o processo de Orientação Profissional (OP) favorece.


Aplicação prática:


 Para quem busca orientação:

Perceba como você costuma decidir as coisas na sua vida. Você escolhe pelo medo de errar ou pelo desejo de acertar? Entender como você escolhe é o primeiro passo pra fazer escolhas com mais leveza.


 Para quem orienta:

Inclua momentos pra investigar como a pessoa costuma tomar decisões (na vida em geral), e não apenas o que ela quer decidir. Trabalhar filtros distorcidos é tão importante quanto explorar o mundo profissional.



2️⃣ Escutar de verdade vale mais do que qualquer ferramenta.


A escuta ainda é subestimada. Muita gente procura “a melhor atividade” ou “o melhor recurso” pra conseguir tomar a decisão. Mas o que mais gera transformação nos nossos processos é escutar com profundidade, pra poder apontar aquilo que a pessoa precisa ouvir dela própria e entender sobre si mesma. A escuta ativa exige treino, presença e repertório emocional - e é uma das principais habilidades que nós ensinamos na Comunidade Orienta pra outros orientadores profissionais.


O que aprendemos:


Ferramentas dão apoio, mas não substituem uma escuta que acolhe, confronta e sustenta a complexidade do processo de escolha. Já vimos pessoas destravarem bloqueios profundos só porque, pela primeira vez, alguém realmente as ouviu.



Aplicação prática:


Para quem busca orientação:

Permita-se ser ouvido(a) de verdade. Às vezes, o que destrava a clareza não é uma resposta pronta, mas uma conversa em que você se sente compreendido(a) e acolhido(a).


Para quem orienta:

Antes de procurar a “próxima atividade para aplicar”, pergunte-se: “Estou escutando de verdade essa pessoa?”. Muitas vezes, a intervenção mais transformadora está numa devolutiva simples, mas profunda, sobre o que você percebeu durante a escuta.



3️⃣ Informação em excesso trava. Informação organizada liberta.


Com tanta informação disponível, muita gente acha que precisa conhecer todas as profissões pra escolher. Mas o que observamos é o contrário: o excesso de informação confunde, e, pior ainda, a informação desorganizada paralisa.


O que aprendemos:


Ajudar a pessoa a estruturar seus critérios e referências, entender por que ela se interessa por certas opções e acessar informações úteis sobre o mundo atual  é o que realmente faz diferença.



Aplicação prática:


 Para quem busca orientação:

Pare de tentar descobrir “todas as possibilidades”. Em vez disso, organize o que já sabe sobre você, ou seja, pegue o seu autoconhecimento e organize os dados que você já acumulou até aqui. Reflita: Por que certas opções me atraem? O que isso revela sobre meus interesses, valores e ritmo de vida?


Para quem orienta:

Ajude a pessoa a estruturar as referências que ela já tem, e não apenas a consumir mais informação. Ensine a buscar o que é relevante, no momento certo, com filtros claros. O papel do orientador é transformar excesso em clareza.



4️⃣ Ninguém escolhe o futuro sem entender o passado.


Toda escolha carrega histórias. De escola, de família, de trabalho, de autoestima. Não tem como escolher o que virá sem encarar o que já foi. E não adianta acelerar essa etapa.


O que aprendemos:


As escolhas mais conscientes vêm depois de um reencontro com a própria trajetória. Quando a pessoa entende o que foi aprendido, negado ou exigido dela até ali, ela desenvolve a capacidade de fazer escolhas realmente suas.



Aplicação prática:


Para quem busca orientação:

Olhe para a sua trajetória com carinho e entenda o sentido do que aconteceu com ela até aqui. Quais experiências marcaram a sua forma de trabalhar, estudar e se relacionar com o mundo? O que você aprendeu com elas? Esse é o terreno onde as próximas decisões se enraízam!


Para quem orienta:

Dê espaço para a história da pessoa antes de acelerar rumo ao futuro. Ajude o orientando a ressignificar suas experiências anteriores: entender o que foi imposto, o que foi escolhido, o que foi aprendido. As melhores escolhas nascem de histórias compreendidas.



5️⃣ Toda escolha é, no fundo, uma conversa sobre quem se é e quem se quer ser.


Escolher não é só uma decisão técnica. É uma construção simbólica de identidade. A pessoa precisa se reconhecer no caminho que vai seguir, precisa conseguir se enxergar nesse caminho que ela está escolhendo, e isso exige coragem.


Inclusive, muitas pessoas chegam aos atendimentos carregando a ideia de que já passaram da idade certa para mudar de caminho ou que erraram demais para tentar de novo. Esse medo atravessa escolhas, paralisa movimentos e faz com que a pessoa permaneça em caminhos que já não fazem sentido por receio de recomeçar.


O que aprendemos:


Escolhas sólidas nascem quando a pessoa sente que não está apenas “seguindo um caminho lógico”, mas sim caminhando na direção de algo que a representa. 


Aplicação prática:


Para quem busca orientação:

Pergunte-se: Essa escolha combina com quem eu sou e com o que quero me tornar? Quando as respostas vêm de dentro, elas tendem a ser mais sustentáveis, mesmo que envolvam riscos.


Para quem orienta:

Convide o orientando a se apropriar do processo, conectando suas decisões à construção da própria identidade. O objetivo não é “encaixar” a pessoa em uma profissão, e sim ajudá-la a se enxergar no caminho que está escolhendo.



Conclusão


Depois de milhares de acompanhamentos de Orientação Profissional e de Carreira com brasileiros de todos os estados e em mais de 10 países, uma certeza nos acompanha: orientar escolhas não é sobre entregar respostas, é sobre criar condições para que elas surjam dentro do orientando de forma consciente e honesta.

E isso só acontece quando a gente une teoria, prática, escuta e presença. 

Seja você um profissional que orienta ou alguém em busca de mais clareza sobre seus próprios caminhos, lembre-se: as respostas estão dentro da própria pessoa, e existe técnica pra fazer elas virem à tona.


E isso só acontece quando a gente une teoria, prática, escuta e presença. 

Seja você um profissional que orienta ou alguém em busca de mais clareza sobre seus próprios caminhos, lembre-se: as respostas estão dentro da própria pessoa, e existe técnica pra fazer elas virem à tona.


Se você deseja se orientar:
Converse com o Instituto Viae e viva
um processo que vai te ajudar a se reconectar com você mesmo e fazer escolhas com mais confiança.


🎓 Se você atua (ou quer atuar) como orientador(a) profissional:
Conheça a
Comunidade Orienta, um espaço de aprendizado contínuo com ferramentas, estudos de caso e trocas reais entre bons profissionais.


Isis Graziele da Silva | CRP 06/142189

Psicóloga especialista em carreira, orientadora profissional e co-fundadora do Instituto  Viae. Já acompanhou milhares de pessoas em suas escolhas profissionais e criou inúmeras ferramentas reconhecidas por unir sensibilidade e estrutura. Também se dedica a fortalecer a prática de outros orientadores profissionais em todo o Brasil e no exterior.


O Instituto Viae é especialista em Orientação Profissional e de Carreira. Criamos ferramentas, formamos orientadores e ajudamos as pessoas a fazerem escolhas que tragam saúde mental.

💬 FAQ — Perguntas frequentes sobre escolhas profissionais


1. O que significa fazer escolhas profissionais com consciência?


Fazer escolhas conscientes é entender que decidir vai além de escolher uma profissão ou emprego. É entender seus valores, histórias e motivações, e com isso alinhar suas decisões ao que realmente faz sentido pra você. Quando existe clareza interna, nossas escolhas se tornam mais autênticas e leves.


2. Como a Orientação Profissional pode ajudar nesse processo?


A Orientação Profissional oferece um espaço seguro e guiado pra que a pessoa organize seus pensamentos, resgate sua trajetória e entenda seus padrões de decisão. No Instituto Viae, ajudamos tanto quem busca clareza de carreira quanto quem orienta outras pessoas — unindo teoria, prática e criatividade.


3. O que faz um orientador profissional ser excelente em orientar pessoas?


As 5 lições principais que o Instituto Viae destaca são:

  • Escutar de verdade é mais transformador que qualquer ferramenta;

  • O excesso de informação pode travar mais do que ajudar;

  • Entender o passado é essencial pra escolher o futuro;

  • Toda escolha é uma conversa sobre quem se é e quem se quer ser;

E, acima de tudo, o papel do orientador não é dar respostas, mas criar condições pra que elas surjam de forma consciente e honesta.

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